Antigos costumes de casamento na Espanha

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A Espanha é um país onde as tradições e superstições se mantém firmes como uma rocha e tudo o que toca o dia do casamento não foge à regra.

Dizem as velhas avós que a noiva tem que usar uma roupa azul, para garantir fidelidade recíproca e um casamento duradouro, alguma coisa velha para não cortar os laços com o seu passado e uma prenda emprestada, simbolizando o laço com as amigas. Além disso, reza a lenda que é preciso levar dúzias de ovos no convento das Clarissas garante sol e luz no dia do enlace e felicidade para o casal.

No mais, marcar o grande dia em uma segunda feira promete proteção da Lua mãe – uma superstição herdada dos romanos. Em contrapartida, diz um ditado “em Martes ni te cases ni te embarques”, sabendo que martes (que em castelhano corresponde à terça feira) o dia é dedicado à Martes – o Deus da guerra – e as noivas espanholas evitam cuidadosamente realizar o casamento neste dia da semana.

Durante a cerimônia, o noivo entrega para a noiva uma caixinha com 13 moedas, “las arras de boda”, assegurando-lhe assim simbolicamente, que toda riqueza e bens do casal serão compartilhados e que nada faltará a jovem esposa durante os doze meses de cada ano. A 13º moeda é tradicionalmente oferecida a alguma pessoa necessitada.  Faz alusão também ao presente, que em tempos remotos, o jovem marido ofereceria para a noiva pela sua virgindade. Hoje em dia, muitas joalherias presenteiam os noivos com as arras de boda no momento em que eles compram as alianças.

Encontramos traços do costume do bolo de casamento na Roma antiga, quando se colocava um pedaço de pão sobre a cabeça da noiva. A seguir, o pão era esfarelado e distribuído aos convidados, atraindo assim a fartura e a fertilidade. Séculos depois, trocou-se o pão por doces e bolos e essa tradição chegou até nós representada por um único e belo bolo. Penso que os costumes e superstições sempre acabam aflorando em momentos tão simbólicos como um casamento. Talvez um ou outro que foram citados nesse texto, inspire também as noivas de hoje e assim, as tradições persistiram e se tornaram eternas.

 

Patricia De Genova Noci
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1 Comment

  1. Plácidos disse:

    Interessante artigo.

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